Escrito por Roberto Barberino

Infelizmente o desperdício de recursos no sistema de saúde brasileiro continua demasiadamente elevado tanto no SUS, Saúde Complementar como Saúde Suplementar, a despeito das várias ações nas tentativas de evitá-lo.

Creio que uma das motivações, entre outras razões, deve-se a forma de remuneração dos serviços que privilegia a quantidade de procedimentos realizados, e não a efetividade na prestação dos serviços.

A conta paga por planos coletivos vem atingindo patamares extremos. Considerando que as companhias subsidiam, em média, 70% desses custos, o valor efetivamente dispensado pelas empresas para financiamento da assistência médica de seus funcionários representa algo equivalente a 20% da soma dos lucros das 500 maiores empresas do país.

A assistência médica é o segundo maior gasto do departamento de recursos humanos das companhias, depois dos salários.

Nesse sentido, podemos citar ainda que o setor saúde continuará a sofrer pressão motivada por vários fatores como:

Envelhecimento da população – O Brasil, em 2025, será o sexto país mais envelhecido do mundo, com 15% de sua população idosa (OMS). Segundo a ONU, no mundo, a taxa da terceira idade deverá quadruplicar nos próximos 50 anos passando dos atuais 600 milhões de pessoas acima de 60 anos para algo próximo a dois bilhões.

Em muitos países desenvolvidos e em desenvolvimento, o número de adultos já excede o número de crianças. A taxa global de crescimento de idosos é de 2% ao ano, maior que a taxa de natalidade que é de 1,2% ao ano.

Fonte IBGE

Viveremos ainda um paradoxo, pois ao mesmo tempo em que avança a qualidade da medicina, farmácia e tecnologia, possibilitando uma melhora da expectativa de vida, esta mesma melhoria distancia muitos indivíduos devido ao seu alto custo. Estima-se que em 2050 haverá uma população acima dos 100 em quantidade significativa.

Com isso, cresce também o acirramento por mercados lucrativos, passando por fusões e concentração de mercados e gestões cada vez mais profissional.

Conflitos entre os agentes públicos do setor e a interferência crescente do judiciário provocam uma redução significativa dos planos individuais e aquecimento da demanda por Planos Coletivos, eliminando assim a atuação do Estado na gestão dos contratos.

A redução do número de contribuintes, principalmente pelo agravamento das taxas de desempregos, forçará os indivíduos cada vez mais a recorrer ao sistema público de saúde, um sistema desorganizado e sucateado.

A incorporação vertiginosa de novas tecnologias, ao mesmo tempo que traz avanços extraordinário a todo o segmento de saúde, agrega inquestionavelmente aumento de custos relevantes pelo seu uso.

Diante da adversidade perversa que o segmento enfrenta, propostas deverão surgir com a finalidade reduzir gradativamente a desigualdade ao acesso a saúde.

Uma saída podem ser programas que privilegiem a promoção e prevenção à saúde como forma de combater ou mitigar doenças crônicas oferendo condições de apoio eficiente e menos custosa, desafogando o sistema para outras ações.

Além disso, o estado deverá contribuir com incentivo ao envelhecimento ativo com a finalidade de maior tempo de contribuição, incremento a oportunidade de trabalho para idosos, criação de visão estratégica publica para equalizar reformas sobre envelhecimento e aumentar a compreensão e apoio a elas.

Diante da complexidade deste cenário, associado aos diferentes interesses dos vários atores, não há forma de realizá-las sem uma forte gestão dos recursos visando redução de custos, maior eficiência e melhora na qualidade dos cuidados com os pacientes, julgo ainda que não poderão prescindir do apoio de ferramentas de TI voltadas ao segmento, iniciativas simples como: implementação de ERPs , prontuários eletrônicos, atendimentos a órgãos de reguladores, eliminação de papéis, forte uso de ferramentas e soluções de BI para melhorar a eficiência no atendimento, até à aplicações mais sofisticadas como Telemedicina suportada por recursos de telecomunicações – rede flexível e móvel – para apoiar o atendimento remoto, Gestão de Ativos e Recursos Hospitalares, entre outras.

E é neste complexo e interessante contexto que a Provider IT, pode apoiar os interessados a tornarem-se mais eficientes neste segmento de mercado.

Roberto Barberino é Diretor Executivo Administrativo Financeiro da Provider IT, uma das consultorias e provedoras de serviços de TI que mais cresce e inova no país.